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Mostrando postagens de 2020

RECIFE, CAPITAL DA POESIA BRASILEIRA : "A Minha Terra Natal"

                                                                                                                                 ENTRADA DO PORTO DO RECIFE - PE Anônimo (fotografia de 1875) Instituto Moreira Salles /  Institut fur Landerkraude, Leibniz /  www.brasilianafotografica.bn.br/?=4622   A MINHA TERRA NATAL                                                  Jerônimo Vilela de Castro Tavares Das cidades do Brasil  É o Recife a mais bela...   ....................................................................   Filha mimosa do mar,  D'onde ela surge a florir,  Ninguém a pode avistar Sem se aprazer, sem sorrir.    Ele brinca sobre as águas  Namorado por Olinda,  Quadro mais belo e risonho Ninguém por certo viu'inda.  Sobre o soberbo arrecife,  Que toda a costa defende,  Possui um rico farol  Que de mui longe resplende.     Sua barra não é boa,  Mas tem por compensação   Fora dela surgidouros  Nas Laminhas, Lameirão.  Possui três fortes no porto :  O Brum, Buraco, Picão. 

RECIFE, CAPITAL DA POESIA BRASILEIRA : "A um dos mais belos arrabaldes do Recife"

  PONTE DE LASSERRE (ATUAL PONTE DA CAPUNGA)  Villa Digital / Fundação Joaquim Nabuco  - Recife, PE  A UM DOS MAIS BELOS ARRABALDES DO RECIFE  (fragmentos)  João de Barros Falcão de Albuquerque Maranhão  Mimosa Capunga,   Risonha mansão,  Tu és o meu Nume,  O meu coração.  Espelham-se as ninfas  Na prata luzente   Do rio ditoso Na branda corrente.    Nas margens floridas  Impera a saudade,  Respira a inocência,  Ternura, amizade.   ................................................................ Dos ternos amantes És glória, esplendor,  Nos ares se cruzam  Suspiros de amor.  Tu és, Oh! Capunga !  O Éden das Graças.  Os mortais, os Numes  Encantas, enlaças.     (Transcrito da antologia O RECIFE PELA VOZ DOS POETAS,  organizada por Luiz do Nascimento  - Prefeitura Municipal do Recife / Secretaria de Educação e Cultura /  Conselho Municipal de Cultura, Recife - PE, 1977)  ______________________________________________________________________________   JOÃO DE BARROS FALCÃO DE ALBUQUERQUE

RUA DA "LIVRO 7" (BOA VISTA, RECIFE), de Juareiz Correya

LIVRO 7 -   A loja  (Foto do blog "Angústia Criadora",  de Ney Anderson) Quando muitos destroem o País  Construímos uma rua...  Um lugar do Recife  Onde toda a cidade se encontra  E onde todas as cidades se encontram também  Com páginas impressas e digitais   Palavras inumeráveis de poesia&prosa Desenhos pinturas músicas cenas azuis   Um céu aberto de todas as cores   Inventando o sol e as estrelas   Dos dias e das noites mais humanas.     Rua construída de casas abertas  De gente amorosa de mãos e abraços fraternos   De sentimento do mundo em comunhão   Como orações de combate e paz   De Helder Hermilo Freires e Arraes.    (Recife /  domingo,  14 de junho 2020) 

RECIFE, CAPITAL DA POESIA BRASILEIRA

O RECIFE PELA VOZ DOS POETAS (capa), antologia organizada  por Luiz do Nascimento  (Prefeitura Municipal do Recife /  Secretaria de Educação e Cultura -  Recife,PE, 1977)  "Assim é o Recife. Uma cidade que tem sido motivo de criação poética há mais de quatro séculos. A poesia brasileira veio à luz em suas fronteiras. E por todo esse tempo o Recife tem iluminado a sensibilidade dos homens e das mulheres que nasceram nesta cidade, que para ela chegaram,  que por ela passaram.  Escrever sobre o Recife, cantar o Recife, faz parte da própria natureza humana brasileira, cujos homens que a representam literária e artisticamente, nas mais diferentes épocas, permanecem fiéis aos motivos e à grande força lírica desta cidade, dedicando-lhe, de alguma forma, um momento significativo de sua criação.   Por isso, orgulhosamente, a cidade do Recife pode ser chamada de "capital do lirismo brasileiro". E não tem sido outra a sua  vocação, porque de suas ruas, avenidas, praças, r

HOMENAGEM AOS 483 ANOS DO RECIFE : "Alvorada na Boa Viagem", de Neilton Limeira F. de Lima

(Foto de Ricardo Junior  /  Guia Viagens Brasil)  No Oceano do seu silêncio  Vagando em noites perdidas  Um navegante descansa   Tendo você por dormida.                                                                  Desperta Boa Viagem  No Oceano do seu amanhecer  Pássaros saúdam sua presença  Dos coqueiros abraçando o sol   Revelando a beleza imensa.                                                                         Ilumina os edifícios  No Oceano do seu corpo  Escondido nos arrecifes   A mulher que está nua   Se mostra nas areias do Recife.                                                                            Guia os navegantes   (Transcrito do ebook inédito POESIA VIVA DO RECIFE,  antologia organizada por Juareiz Correya)  ___________________________________________________________ NEILTON LIMEIRA F. DE LIMA - Recifense.  Professor universitário, poeta e ensaísta. Mestre em Teoria

HOMENAGEM AOS 483 ANOS DO RECIFE : "Descobrimento do Recife" (fragmento), de Maria de Lourdes Hortas

..................................................... Debruçada na cisterna das chuvas de ontem   convoquei sombras e lume  heróis e naves  saudade e ternura catedrais, hinos  atavismos, guitarras   heranças e destinos.  Todavia, no coagulado silêncio das águas pantanosas   me vi - forasteira por ruas alheias.   Chego, enfim, ao presente   reverso desta paisagem   lá onde estou  outra margem deste mar  águas se desdobrando em rios e mangues   e pedras se fazendo arrecifes.    (Transcrito do ebook inédito POESIA VIVA DO RECIFE, antologia organizada por Juareiz Correya) __________________________________________________________ MARIA DE LOURDES HORTAS - Nasceu em São Vicente  da Beira (Portugal).  Vive no Recife desde os 9 anos de idade.  Poetisa, ensaísta, contista e romancista. Exerceu, durante  vários anos, o cargo de diretora cultural do Gabinete Português  de Leitura de Pernambuco.  Publicou mais de 10 livros de poesia  - Aromas da Infân

HOMENAGEM AOS 483 ANOS DO RECIFE : "Parolagem Coletiva", de Antonio Moreira Barros

Indiferente à clave nas camisetas   As garças dizem cantigas   Nas cabeceiras das pontes.  Ônibus articulados  Passam e movem sonhos  Heróis, bandeiras   Lembretes para a libertação.   Pela garganta do rio   Ainda escorrem palafitas   Esqueletos de anjos   Sofás  Caranguejos tremulam   Em inferno sem sentido.  Maré com cheiro de morte.  Capibaribe perdido !  (Transcrito do ebook inédito POESIA VIVA DO RECIFE,  antologia organizada por Juareiz Correya)  _________________________________________________  ANTONIO MOREIRA BARROS (FILHO)  - Recifense. Professor e poeta. Graduado em Letras  e Pós-Graduado em Literatura Brasileira.  Em 1990, teve seu nome inserido na Coletânea  Poemágica, com o texto "Prenúncio Moderno".   Publicou o livro Lira do Tempo (Editora Livro  Rápido, Olinda, PE, 2007).