domingo, 4 de agosto de 2019

"GRANANCIOSIDADE SÃO PAULO", poema visual de Léa Tereza Lopes









SONHO 

MEDO 

BELEZA 

FOME  

RUAS SAMPA 

NEON 

PRESSA 

TÉDIO  

INVEJA 

ARTE 

TRABALHO 

LUXURIA 




(Página do livro SE CATAR, 
de Léa Tereza Lopes
- Alexa Cultural, 
Embu das Artes, SP, 2016) 

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LÉA TEREZA LOPES - Tem  64 anos. Mãe, avó, poetisa, artesã. 
Pernambucana do Recife. Diplomada pela Alliance Française
 em língua e letras. Leitora desde a infância,  tem fome leonina por livros. 
Atuou ativamente no movimento poético do Recife, nos anos 70 
do século passado, com a literatura "marginal", pela intenção 
de democratizar a  poesia, emancipando os livros da tutela das editoras.
Publicou 2 livros de poesia no Recife, participou de exposições
 de arte em São Paulo e no Embu das Artes, 
onde vive há mais de 20 anos.  Trabalha com 
reciclagem e restauração de roupas e livros (papéis e panos). 

domingo, 12 de maio de 2019

"GOIÂNIA", DE GILBERTO MENDONÇA TELES






MONUMENTO ÀS TRÊS RAÇAS 
ou  MONUMENTO À GOIÁNIA - GOIÁS  
(www.curtamais.com.br) 



1.
Enquanto a capital era Goiás
o Estado inteiro se perdia 
no descampado de seu próprio nome. 
Por trás da Serra Dourada, 
o tempo cochilava na beira do rio  
e o sol morria além.  


De vez em quando alguém espiava 
por cima da serra : 
os horizontes
se abriam nas distâncias do planalto, 
o mundo perdia-se de vista 
e o sol nascia além.   


3. 
De guaiá vem Goiás e, repetida,  
a raiz de Goiânia que, por ora, 
mantém a tradição que teve outrora 
de "região de gente parecida". 


De tudo parecido, pois agora 
descubro o mesmo gosto na comida 
(de pamonha e pequi) e na demora 
da fala que me dá prazer à vida.    


Hoje em Goiânia  mais e mais se expande 
e já tem tudo de cidade grande, 
só não perdeu o que me faz tão bem: 
o gesto provinciano do Anhanguera 
mostrando ao índio que ficou de espera 
o sol antigo que morria além.   




(Transcrito da antologia GOIÂNIA EM POESIA, 
publicada pelo Instituto Histórico 
e Geográfico de Goiás - Goiânia, 2005) 



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GILBERTO MENDONÇA TELES - Nasceu  em Bela Vista de Goiás
(junho, 1931). Formado em Letras Neolatinas pela Faculdade de 
Filosofia da Universidade Católica de Goiás e em Direito 
pela Universidade Federal de Goiás. Professor fundador da 
Universidade Católica de Goiás e da Faculdade de Filosofia 
da Universidade Federal de Goiás.  Pertence a instituições 
especializadas da França, Portugal, Uruguai, e instituições 
brasileiras em Goiás, Rio de Janeiro e outros Estados.  Publicou 
mais de 10 livros de poesia e antologias poéticas no Brasil, 
Portugal e Espanha.  






quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

POESIA VIVA DO RECIFE : "PONTE EM HAICAI", de Cloves Marques






Ponte da Boa Vista, Recife, - PE 
(Foto : André Agostinho) 




Na ponte vazia, 
vai seguindo a solidão 
de noite e de dia.   


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Sombra pelo chão. 
Na calçada, espera os pés  
dos que vêm e vão.   


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Ramalhete à ponte, 
foram tantas travessias, 
Que não há quem conte.   



(Transcrito do ebook inédito
POESIA VIVA DO RECIFE, 
organizado por Juareiz Correya) 



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CLOVES MARQUES nasceu em Delmiro Gouveia (AL)
no ano de 1944.  Poeta, cronista  e engenheiro.  Reside no Recife 
desde 1966 e faz parte da Academia de Letras e Artes 
do Nordeste Brasileiro.  Publicou estes livros de poesia : 
Pra não morrer de amor (1990), É eterno, mas 
é preciso (1992), Haicai ao Recife (2002), Máscara 
em Haicai (2005).  Participa da antologia Pernambuco, 
Terra da Poesia (2005 / 2010), organizada por Antonio 
Campos e Cláudia Cordeiro.   

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

RUA DA AURORA, de Sinay Pessoa








Rua da Aurora, Boa Vista - Recife, 
 no Século 20
(Imagem do Museu da Cidade do Recife) 





Quantas formigas, gente ? 
Quantos grandes vermes.  
Deles, 
eu seria o mais somente  
um bacurau assistente. 


Enquanto as pessoas dormiam 
no melhor sono solene  
os gabirus faziam amor  
festivamente.    


Vasto rio em delírios  
chorando pela tangente  
estradas, prédios, parques  
escolas, fábricas, 
carros, lamas, lixos  
política outrora destrói 
a formosa Rua da Aurora.   




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Transcrito  do ebook 
AS HORAS  (poemas & canções), 
de Sinay Pessoa, 
a ser lançado neste ano 
pela Panamerica Nordestal Editora  


terça-feira, 27 de novembro de 2018

POESIA VIVA DE NATAL : "A Igreja do Rosário", de Luís Carlos Guimarães






IGREJA DO ROSÁRIO  
(Cidade Alta, Natal, RN) 




Quem a vê à distância 
(de certo recanto natal), 
não a concebe terrestre, 
no mesmo plano das casas.    
Pois construída na altura, 
a velha igreja do Rosário 
é nave ancorada no ar 
- arquitetura de anjos 
   debruçada sobre o rio.   




(Transcrito da antologia 
POESIA VIVA DE NATAL, 
organizada por Manoel Onofre Jr.)  



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LUIZ CARLOS GUIMARÃES nasceu em Currais 
Novos (RN), no ano de 1934.  Ainda jovem se mudou para Natal.
Juiz de Direito e professor da UFRN, já aposentado, se dedicou 
exclusivamente  às atividades literárias. 
Publicou estes livros de poesia : O Aprendiz e a Canção (1961),  
As Cores do Dia (1965), Ponto de  Fuga (1979), O Sal da Palavra  
(1983), Pauta de Passarinho (1992), A Lua no Espelho (1993) 
e O Fruto Maduro (1996).  

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Fotografia reproduzida 
do PORTAL DO TURISMO  
(www.turismo.natal.rn.gov.br/igrejas.php) 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

POESIA VIVA DO RECIFE: "ABISMOS", de Marcelo Mário de Melo







Recife - Ponte Duarte Coelho (Boa Vista). 
Escultura do poeta popular Capiba 



Recife, povo e poesia 
Entre deleite e batalha
  Carnaval rios e pontes 
        Infância fome e mortalha  
  Fibras de dor e alegria 
      vidas tecendo a malha. 


    Em palácios e casebres 
      Fervem luxo e sobrevida
      Íntimos e amalgamados  
    Como o vírus e a ferida 
     E a poesia luz e sombra  
    Reflete o palco da vida. 



(Transcrito do livro 
OS COLARES E AS CONTAS, 
de Marcelo Mário de Melo 
- Recife, PE, 2012) 



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MARCELO MÁRIO DE MELO nasceu em Caruaru 
(PE), no ano de 1944. É jornalista, poeta, contista 
e autor de textos de humor. Vive no Recife desde o ano 
em que ingressou na base do PCB aos 17 anos de idade.
Participou da fundação do PCBR em 1967-68,
 entrou na clandestinidade e foi preso político 
em Pernambuco (1971 a 1979).    Publicou o seu 
primeiro livro de poesia em 1980 (Os quatro pés 
da Mesa Posta, Edições Pirata, Recife, PE). Publicou 
mais 8 livros, incluindo 4 títulos de poesia.   

quinta-feira, 12 de julho de 2018

POESIA VIVA DE PORTO ALEGRE : "Porto Alegre, roteiro da paixão", de Luiz de Miranda






PORTO ALEGRE,
 ROTEIRO DA PAIXÃO
(capa da 2a. edição)
-  Luiz de Miranda 
(Porto Alegre, RS, 2007) 





Porto Alegre Porto Alegre  
alegria 
pra nós que precisamos  
nós que somos mais tristes  
que alegres 
e vivemos esse tempo 
                                essa morte 
esse pássaro de febre 



II 


A paixão mora 
dentro do coração 
alucinado 


Vamos, cidade, vamos  
mais rápida  
que a sombra do ar  
vamos num pé de vento 
mais secreto que o pensamento  


Vamos, cidade, vamos 
à aurora de todas as idades 
como se não existisse o tempo 
dormindo no fundo das coisas  


Vamos, cidade, vamos 
me leva em teus barcos de rio 
às corrente de além mar  
onde eu possa morrer de amar  


Vamos, cidade, vamos 
a paixão é fome  
nas nuvens da alma  
a paixão rouba do amor 
o seu silêncio 
mas dá ao amor 
o seu sustento


Vamos encontrar 
a luz enlouquecida dos cometas 
vamos às palavras 
na febre azul dos planetas 


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(Parte inicial do poema-livro 
Porto Alegre, Roteiro da Paixão 
- publicado em primeira edição 
no ano de 1985) 


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LUIZ DE MIRANDA nasceu em Uruguaiana - RS, 
fronteira com a Argentina.  Publicou mais de 10 livros 
de poesia, no Brasil e no Exterior e acumula prêmios 
literários do Brasil, Estados Unidos, Paraguai, Itália,
Panamá. É membro da Academia Rio-Grandense 
de Letras. Conquistou o Grande Prêmio da Academia 
Brasileira de Letras, em 2001.  Atualmente a sua poesia 
merece o reconhecimento e o respeito da crítica 
nacional e internacional.  

domingo, 3 de junho de 2018

POESIA VIVA DE SÃO PAULO : "São Paulo - Ontem / Hoje", de Caio Porfírio Carneiro






"São Paulo dos Viadutos..." 
(Fotografia de Cecília Bastos / 
USP Imagens) 



São Paulo dos meus amores... 
- De onde o chamado lírico ? 
Pauliceia desvairada... 
- De onde a perplexidade ? 
São Paulo dos viadutos... 
De onde a quase canção ? 
Debruçado ao parapeito 
O formigueiro no chão 
Olhos na perfilada flores 
De prédios parados silentes 
Eu me perco em devaneios 
O pombo pinça farelos 
Na palma da minha mão
Eu me vejo no passado 
Longe os dias perdidos  
Na São Paulo pulsante  
Enregelada de frio 
Agasalhados de garoa 
E esta São Paulo ante meus olhos  
E o pombo que não vem 
E os farelos dispersos 
E os prédios enegrecidos 
No sarcófago da fuligem 
Do passado e do presente 
Da São Paulo tiritante  
A São Paulo sufocante  
Bailam-me no tempo e no espaço 
Interrogações tão presentes : 


São Paulo dos meus amores 
- De onde o chamado lírico ? 
Paulicéia desvairada... 
- De onde a perplexidade ? 
São Paulo dos viadutos... 
De onde a quase canção ? 


É nunca esperar respostas 
Desnecessárias que são 
Interrogações tão eternas 
Na alma dos prédios neutros 
Cercados de alucinantes 
Que me acompanham pelas ruas 
Do passado ao presente 
Da mocidade nas frias noites 
Aos meus passos já cansados 
Pulsam-me sempre na lembrança 
Aguilhoam-me à engrenagem 
Eternizam esta cidade 
Comovem o meu coração. 



(Do ebook inédito  
POESIA VIVA DE SÃO PAULO, 
antologia organizada 
por Dalila Teles Veras e Juareiz Correya) 


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CAIO PORFÍRIO (DE CASTRO) CARNEIRO  nasceu em Fortaleza (CE), 
no ano de 1928.  Bacharel em Geografia e História pela Faculdade 
de Filosofia de Fortaleza. Mudou-se para a capital paulista em 1955.  
Secretário administrativo da  União Brasileira de Escritores 
(UBE - seção de São Paulo), testemunhou os mais importantes 
eventos dessa entidade respeitada nacionalmente como um dos baluartes  
da liberdade intelectual da nossa cultura.  Autor de dezenas de livros 
- contos, romances, romance-reportagem, novelas, ensaios, literatura 
infantojuvenil. Colaborador de importantes suplementos literários do país. 
Textos traduzidos para o alemão, árabe, espanhol, francês e italiano.  Alguns 
livros publicados: Trapiá (1961), O sal da terra (1966), Os meninos 
e o Agreste (1968), O Casarão (1975),  Chuva - Os dez cavaleiros (1977). 
Publicou um único livro de poesia: Rastro Impreciso (1988).  
Faleceu em São Paulo (julho de 2017).   

sábado, 19 de maio de 2018

POESIA VIVA DO RECIFE : "ARRECIFES", de Tereza Tenório





Tereza Tenório, advogada e poetisa 
recifense de projeção internacional.



Sob as chamas do sol nascente 
o espelho das águas reflete  
                                                                                os signos das estações 
A correnteza sorve o lodo das marés  
baronesas  
e líquidos corpos de mães-d´água 
enlaçados aos pescadores de pérolas 
enquanto peixes e medusas navegam até alto mar 
com o ardor dos amores contrariados

Cargueiros das Ilhas Gregas desembarcam 
hígidos marinheiros que se apaixonam pela Cidade 
e morrem de comer as amuradas das pontes 
até que 
                                                   à Hora do crepúsculo 
acendem os edifícios 
                                            da zona comercial 
os palacetes 
                                         das áreas nobres 
os mocambos 
                                  da periferia  

Há cintilações de ouro e pátina  
no casario secular do Cais do Porto 

A Cidade sonha 
Crescem seus tentáculos além dos arrecifes  


(Da antologia inédita POESIA VIVA DO RECIFE, 
organizada por Juareiz Correya) 


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TEREZA TENÓRIO (DE ALBUQUERQUE) - Nasceu no Recife (PE)
em dezembro de 1949.  Pertence à Geração 65 de escritores pernambucanos 
e teve participação importante nas comemorações dos 30 anos desta Geração, 
em 1995, quando, além de outras atividades, organizou a antologia
 Treze Poetas da Geração 65, com o poeta Jaci Bezerra. 
Faz parte da União Brasileira de Escritores (UBE-PE). 
Detentora de prêmios no Recife e em Trento, Itália.  Participa 
de antologias poéticas na França, Itália e Portugal.  Poesia 
publicada: Parábola, O círculo e a pirâmide, Mandala, Poemaceso, 
Fábula do Abismo e A Musa Roubada. 

terça-feira, 3 de abril de 2018

POESIA VIVA DO RECIFE : "Holografia de uma cidade" (fragmento), de Mariana Arraes







Praça da República 
- Santo Antonio, Recife, PE 
(Foto : Google Images) 



(...)

As estrelas nas raízes dos baobás
Na Jaqueira  
Na Praça da República 
No Arruda, na Beira Rio 
Pulsam esta redenção 
Que me ensinam a cada dia 
Amigos como Telma  
Cujo coração me reconcilia 
Com memórias doloridas


Sim, 
Esta cidade que se tece a cada manhã
Já não é mais imutável 
Engessada em respeitáveis tradições  
Ou encravadas misérias 
Nos passarinhos 
Nos corações dos transeuntes 
Que se buscam numa cidade  
Que interroga e desafia os seus destinos.   



(Da antologia inédita POESIA VIVA DO RECIFE, 
organizada por Juareiz Correya) 


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MARIANA ARRAES  -  Recifense, nascida em setembro de 1963. 
Formada em Comunicação Social.  Leciona Francês e é 
terapeuta holística.  Filha do ex-governador Miguel Arraes de 
Alencar, pertence a uma família de escritores e artistas.  
Poemas e contos infantis publicados em jornais, revistas e 
livros.  Poesia publicada : A Vida das Árvores (Carpe Diem,
Recife, PE, 2010).   





domingo, 11 de março de 2018

"POESIA VIVA DO RECIFE" NA AGENDA CULTURAL : Poemas de Maria de Lourdes Hortas, Márcia Maracajá, Jorge Lopes, Danielle Romani e Flávio Chaves


















Poemas da antologia POESIA VIVA DO RECIFE, divulgados mensalmente em página especial da  "Agenda Cultural do Recife" (Prefeitura do Recife / Secretaria de Cultura / Fundação de Cultura Cidade do Recife),  impressa há várias anos e que circula atualmente em edição digital. 
A antologia reúne mais de 200 poetas pernambucanos que vivem, amam e eternizam a cidade e estão sendo divulgados na "Agenda" , desde novembro de 2011, por iniciativa do editor Manoel Constantino.  

Ainda neste ano de 2018 a antologia POESIA VIVA DO RECIFE, já lançada em primeira edição, impressa, pela Companhia Editora de Pernambuco - CEPE (Recife, 1996), será lançada em edição digital na Panamerica Livraria (www.panamericalivraria.com.br), revista e ampliada, para permanecer homenageando esta cidade que é a capital do lirismo brasileiro.   
(Juareiz Correya) 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

POESIA VIVA DO RECIFE : LANÇAMENTO EM FEVEREIRO, ILUSTRAÇÕES DA CAPA...









Capas das antologias 
poéticas do Recife organizadas 
por Luiz do Nascimento 
e por Edilberto Coutinho 




          A antologia POESIA VIVA DO RECIFE - 250 poetas vivem, amam e eternizam a cidade 
será lançada, na última semana de fevereiro do próximo ano,  no Recife, pela Panamerica Nordestal Editora, em edição digital, exposição multimídia e recital com a participação de 21 poetas que participam da publicação.  A edição homenageia os 480 anos da capital pernambucana, que, em março, comemora o seu 481o. aniversário de fundação. 

          De forma muito especial, a edição eletrônica da nova antologia recifense homenageia, também, as 5 antologias poéticas produzidas, há mais de 45 anos, reunindo inúmeros poemas sobre a capital do lirismo brasileiro.  A capa do ebook reproduzirá as capas das antologias recifenses organizadas e publicadas, em edições impressas, por Cyl Gallindo (AGENDA POÉTICA DO RECIFE -  Editora de Brasília, DF, 1968), Luiz do Nascimento (O RECIFE PELA A VOZ DOS  POETAS - Prefeitura Municipal do Recife / Secretaria de Educação e Cultura / Conselho Municipal  de Cultura, 1977), Edilberto Coutinho (PRESENÇA POÉTICA DO RECIFE - Livraria José Olympio Editora / Fundarpe, Rio de Janeiro / Recife, 1983), Jaci Bezerra e Sylvia Pontual (ÁLBUM DO RECIFE - Prefeitura da Cidade do Recife, PE, 1987) e Juareiz Correya (POESIA VIVA DO RECIFE - Companhia Editora de Pernambuco - CEPE / Secretaria do Governo / Governo do Estado de Pernambuco, Recife, 1996).   



domingo, 10 de dezembro de 2017

POESIA VIVA DO RECIFE: "RECIFE BERÇO DAS ÁGUAS" , de Antônio Saatman







Quantos segredos tu guardas 
Recife berço das águas... 
Quantos amores tu calas 
Recife berço das águas 
Desse teu povo que sempre afagas 
Recife, berço das águas 



Acordas em mim rios de amores 
Que em cada boca beijada 
Eram teus lábios Recife 
Que eu beijava  




(Da antologia inédita POESIA VIVA DO RECIFE,  
organizada por Juareiz Correya) 



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ANTONIO SAATMAN  ANDRADE - Nasceu em Escada (PE)  no ano 
de 1953. Poeta, compositor e cantor popular, professor de ensino médio 
e universitário.  Bacharel em Ciências Econômicas (UFPE). É membro 
da Academia Escadense de Letras (Mata Sul, PE).  Publica o blog literário 
Poesias de Antonio Saatman  - http://aele-saatman.blogspot.com.br 


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Poema publicado na AGENDA CULTURAL DO RECIFE
- Dezembro 2017 / 
Acesse o blog http//agendaculturaldorecife.blogspot.com.br