terça-feira, 21 de agosto de 2018

POESIA VIVA DO RECIFE: "ABISMOS", de Marcelo Mário de Melo







Recife - Ponte Duarte Coelho (Boa Vista). 
Escultura do poeta popular Capiba 



Recife, povo e poesia 
Entre deleite e batalha
  Carnaval rios e pontes 
        Infância fome e mortalha  
  Fibras de dor e alegria 
      vidas tecendo a malha. 


    Em palácios e casebres 
      Fervem luxo e sobrevida
      Íntimos e amalgamados  
    Como o vírus e a ferida 
     E a poesia luz e sombra  
    Reflete o palco da vida. 



(Transcrito do livro 
OS COLARES E AS CONTAS, 
de Marcelo Mário de Melo 
- Recife, PE, 2012) 



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MARCELO MÁRIO DE MELO nasceu em Caruaru 
(PE), no ano de 1944. É jornalista, poeta, contista 
e autor de textos de humor. Vive no Recife desde o ano 
em que ingressou na base do PCB aos 17 anos de idade.
Participou da fundação do PCBR em 1967-68,
 entrou na clandestinidade e foi preso político 
em Pernambuco (1971 a 1979).    Publicou o seu 
primeiro livro de poesia em 1980 (Os quatro pés 
da Mesa Posta, Edições Pirata, Recife, PE). Publicou 
mais 8 livros, incluindo 4 títulos de poesia.   

quinta-feira, 12 de julho de 2018

POESIA VIVA DE PORTO ALEGRE : "Porto Alegre, roteiro da paixão", de Luiz de Miranda






PORTO ALEGRE,
 ROTEIRO DA PAIXÃO
(capa da 2a. edição)
-  Luiz de Miranda 
(Porto Alegre, RS, 2007) 





Porto Alegre Porto Alegre  
alegria 
pra nós que precisamos  
nós que somos mais tristes  
que alegres 
e vivemos esse tempo 
                                essa morte 
esse pássaro de febre 



II 


A paixão mora 
dentro do coração 
alucinado 


Vamos, cidade, vamos  
mais rápida  
que a sombra do ar  
vamos num pé de vento 
mais secreto que o pensamento  


Vamos, cidade, vamos 
à aurora de todas as idades 
como se não existisse o tempo 
dormindo no fundo das coisas  


Vamos, cidade, vamos 
me leva em teus barcos de rio 
às corrente de além mar  
onde eu possa morrer de amar  


Vamos, cidade, vamos 
a paixão é fome  
nas nuvens da alma  
a paixão rouba do amor 
o seu silêncio 
mas dá ao amor 
o seu sustento


Vamos encontrar 
a luz enlouquecida dos cometas 
vamos às palavras 
na febre azul dos planetas 


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(Parte inicial do poema-livro 
Porto Alegre, Roteiro da Paixão 
- publicado em primeira edição 
no ano de 1985) 


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LUIZ DE MIRANDA nasceu em Uruguaiana - RS, 
fronteira com a Argentina.  Publicou mais de 10 livros 
de poesia, no Brasil e no Exterior e acumula prêmios 
literários do Brasil, Estados Unidos, Paraguai, Itália,
Panamá. É membro da Academia Rio-Grandense 
de Letras. Conquistou o Grande Prêmio da Academia 
Brasileira de Letras, em 2001.  Atualmente a sua poesia 
merece o reconhecimento e o respeito da crítica 
nacional e internacional.  

domingo, 3 de junho de 2018

POESIA VIVA DE SÃO PAULO : "São Paulo - Ontem / Hoje", de Caio Porfírio Carneiro






"São Paulo dos Viadutos..." 
(Fotografia de Cecília Bastos / 
USP Imagens) 



São Paulo dos meus amores... 
- De onde o chamado lírico ? 
Pauliceia desvairada... 
- De onde a perplexidade ? 
São Paulo dos viadutos... 
De onde a quase canção ? 
Debruçado ao parapeito 
O formigueiro no chão 
Olhos na perfilada flores 
De prédios parados silentes 
Eu me perco em devaneios 
O pombo pinça farelos 
Na palma da minha mão
Eu me vejo no passado 
Longe os dias perdidos  
Na São Paulo pulsante  
Enregelada de frio 
Agasalhados de garoa 
E esta São Paulo ante meus olhos  
E o pombo que não vem 
E os farelos dispersos 
E os prédios enegrecidos 
No sarcófago da fuligem 
Do passado e do presente 
Da São Paulo tiritante  
A São Paulo sufocante  
Bailam-me no tempo e no espaço 
Interrogações tão presentes : 


São Paulo dos meus amores 
- De onde o chamado lírico ? 
Paulicéia desvairada... 
- De onde a perplexidade ? 
São Paulo dos viadutos... 
De onde a quase canção ? 


É nunca esperar respostas 
Desnecessárias que são 
Interrogações tão eternas 
Na alma dos prédios neutros 
Cercados de alucinantes 
Que me acompanham pelas ruas 
Do passado ao presente 
Da mocidade nas frias noites 
Aos meus passos já cansados 
Pulsam-me sempre na lembrança 
Aguilhoam-me à engrenagem 
Eternizam esta cidade 
Comovem o meu coração. 



(Do ebook inédito  
POESIA VIVA DE SÃO PAULO, 
antologia organizada 
por Dalila Teles Veras e Juareiz Correya) 


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CAIO PORFÍRIO (DE CASTRO) CARNEIRO  nasceu em Fortaleza (CE), 
no ano de 1928.  Bacharel em Geografia e História pela Faculdade 
de Filosofia de Fortaleza. Mudou-se para a capital paulista em 1955.  
Secretário administrativo da  União Brasileira de Escritores 
(UBE - seção de São Paulo), testemunhou os mais importantes 
eventos dessa entidade respeitada nacionalmente como um dos baluartes  
da liberdade intelectual da nossa cultura.  Autor de dezenas de livros 
- contos, romances, romance-reportagem, novelas, ensaios, literatura 
infantojuvenil. Colaborador de importantes suplementos literários do país. 
Textos traduzidos para o alemão, árabe, espanhol, francês e italiano.  Alguns 
livros publicados: Trapiá (1961), O sal da terra (1966), Os meninos 
e o Agreste (1968), O Casarão (1975),  Chuva - Os dez cavaleiros (1977). 
Publicou um único livro de poesia: Rastro Impreciso (1988).  
Faleceu em São Paulo (julho de 2017).   

sábado, 19 de maio de 2018

POESIA VIVA DO RECIFE : "ARRECIFES", de Tereza Tenório





Tereza Tenório, advogada e poetisa 
recifense de projeção internacional.



Sob as chamas do sol nascente 
o espelho das águas reflete  
                                                                                os signos das estações 
A correnteza sorve o lodo das marés  
baronesas  
e líquidos corpos de mães-d´água 
enlaçados aos pescadores de pérolas 
enquanto peixes e medusas navegam até alto mar 
com o ardor dos amores contrariados

Cargueiros das Ilhas Gregas desembarcam 
hígidos marinheiros que se apaixonam pela Cidade 
e morrem de comer as amuradas das pontes 
até que 
                                                   à Hora do crepúsculo 
acendem os edifícios 
                                            da zona comercial 
os palacetes 
                                         das áreas nobres 
os mocambos 
                                  da periferia  

Há cintilações de ouro e pátina  
no casario secular do Cais do Porto 

A Cidade sonha 
Crescem seus tentáculos além dos arrecifes  


(Da antologia inédita POESIA VIVA DO RECIFE, 
organizada por Juareiz Correya) 


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TEREZA TENÓRIO (DE ALBUQUERQUE) - Nasceu no Recife (PE)
em dezembro de 1949.  Pertence à Geração 65 de escritores pernambucanos 
e teve participação importante nas comemorações dos 30 anos desta Geração, 
em 1995, quando, além de outras atividades, organizou a antologia
 Treze Poetas da Geração 65, com o poeta Jaci Bezerra. 
Faz parte da União Brasileira de Escritores (UBE-PE). 
Detentora de prêmios no Recife e em Trento, Itália.  Participa 
de antologias poéticas na França, Itália e Portugal.  Poesia 
publicada: Parábola, O círculo e a pirâmide, Mandala, Poemaceso, 
Fábula do Abismo e A Musa Roubada. 

terça-feira, 3 de abril de 2018

POESIA VIVA DO RECIFE : "Holografia de uma cidade" (fragmento), de Mariana Arraes







Praça da República 
- Santo Antonio, Recife, PE 
(Foto : Google Images) 



(...)

As estrelas nas raízes dos baobás
Na Jaqueira  
Na Praça da República 
No Arruda, na Beira Rio 
Pulsam esta redenção 
Que me ensinam a cada dia 
Amigos como Telma  
Cujo coração me reconcilia 
Com memórias doloridas


Sim, 
Esta cidade que se tece a cada manhã
Já não é mais imutável 
Engessada em respeitáveis tradições  
Ou encravadas misérias 
Nos passarinhos 
Nos corações dos transeuntes 
Que se buscam numa cidade  
Que interroga e desafia os seus destinos.   



(Da antologia inédita POESIA VIVA DO RECIFE, 
organizada por Juareiz Correya) 


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MARIANA ARRAES  -  Recifense, nascida em setembro de 1963. 
Formada em Comunicação Social.  Leciona Francês e é 
terapeuta holística.  Filha do ex-governador Miguel Arraes de 
Alencar, pertence a uma família de escritores e artistas.  
Poemas e contos infantis publicados em jornais, revistas e 
livros.  Poesia publicada : A Vida das Árvores (Carpe Diem,
Recife, PE, 2010).   





domingo, 11 de março de 2018

"POESIA VIVA DO RECIFE" NA AGENDA CULTURAL : Poemas de Maria de Lourdes Hortas, Márcia Maracajá, Jorge Lopes, Danielle Romani e Flávio Chaves


















Poemas da antologia POESIA VIVA DO RECIFE, divulgados mensalmente em página especial da  "Agenda Cultural do Recife" (Prefeitura do Recife / Secretaria de Cultura / Fundação de Cultura Cidade do Recife),  impressa há várias anos e que circula atualmente em edição digital. 
A antologia reúne mais de 200 poetas pernambucanos que vivem, amam e eternizam a cidade e estão sendo divulgados na "Agenda" , desde novembro de 2011, por iniciativa do editor Manoel Constantino.  

Ainda neste ano de 2018 a antologia POESIA VIVA DO RECIFE, já lançada em primeira edição, impressa, pela Companhia Editora de Pernambuco - CEPE (Recife, 1996), será lançada em edição digital na Panamerica Livraria (www.panamericalivraria.com.br), revista e ampliada, para permanecer homenageando esta cidade que é a capital do lirismo brasileiro.   
(Juareiz Correya) 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

POESIA VIVA DO RECIFE : LANÇAMENTO EM FEVEREIRO, ILUSTRAÇÕES DA CAPA...









Capas das antologias 
poéticas do Recife organizadas 
por Luiz do Nascimento 
e por Edilberto Coutinho 




          A antologia POESIA VIVA DO RECIFE - 250 poetas vivem, amam e eternizam a cidade 
será lançada, na última semana de fevereiro do próximo ano,  no Recife, pela Panamerica Nordestal Editora, em edição digital, exposição multimídia e recital com a participação de 21 poetas que participam da publicação.  A edição homenageia os 480 anos da capital pernambucana, que, em março, comemora o seu 481o. aniversário de fundação. 

          De forma muito especial, a edição eletrônica da nova antologia recifense homenageia, também, as 5 antologias poéticas produzidas, há mais de 45 anos, reunindo inúmeros poemas sobre a capital do lirismo brasileiro.  A capa do ebook reproduzirá as capas das antologias recifenses organizadas e publicadas, em edições impressas, por Cyl Gallindo (AGENDA POÉTICA DO RECIFE -  Editora de Brasília, DF, 1968), Luiz do Nascimento (O RECIFE PELA A VOZ DOS  POETAS - Prefeitura Municipal do Recife / Secretaria de Educação e Cultura / Conselho Municipal  de Cultura, 1977), Edilberto Coutinho (PRESENÇA POÉTICA DO RECIFE - Livraria José Olympio Editora / Fundarpe, Rio de Janeiro / Recife, 1983), Jaci Bezerra e Sylvia Pontual (ÁLBUM DO RECIFE - Prefeitura da Cidade do Recife, PE, 1987) e Juareiz Correya (POESIA VIVA DO RECIFE - Companhia Editora de Pernambuco - CEPE / Secretaria do Governo / Governo do Estado de Pernambuco, Recife, 1996).   



domingo, 10 de dezembro de 2017

POESIA VIVA DO RECIFE: "RECIFE BERÇO DAS ÁGUAS" , de Antônio Saatman







Quantos segredos tu guardas 
Recife berço das águas... 
Quantos amores tu calas 
Recife berço das águas 
Desse teu povo que sempre afagas 
Recife, berço das águas 



Acordas em mim rios de amores 
Que em cada boca beijada 
Eram teus lábios Recife 
Que eu beijava  




(Da antologia inédita POESIA VIVA DO RECIFE,  
organizada por Juareiz Correya) 



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ANTONIO SAATMAN  ANDRADE - Nasceu em Escada (PE)  no ano 
de 1953. Poeta, compositor e cantor popular, professor de ensino médio 
e universitário.  Bacharel em Ciências Econômicas (UFPE). É membro 
da Academia Escadense de Letras (Mata Sul, PE).  Publica o blog literário 
Poesias de Antonio Saatman  - http://aele-saatman.blogspot.com.br 


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Poema publicado na AGENDA CULTURAL DO RECIFE
- Dezembro 2017 / 
Acesse o blog http//agendaculturaldorecife.blogspot.com.br  

domingo, 22 de outubro de 2017

POESIA VIVA DO RECIFE : "POESIA VIVA", texto de Eduardo Campos







POESIA VIVA DO RECIFE 
(contracapa da edição impressa) / 




"Feliz é o povo que pode contar com seus poetas. 
Feliz é a cidade que, como o Recife, pode orgulhar-se de ter na poesia 
uma parte essencial de sua substância vital.  
Sim, porque no Recife poesia não é exceção, é regra.  
Não é o evento sazonal, mas o cotidiano de sua população. 
Mesmo em meio às maiores dificuldades vão convertendo vida 
em poesia viva, participante. 
Só esta circunstância particular permite a edição de uma obra como esta, 
antologia da produção de 100 poetas contemporâneos vivos.  
Aí estão os mais consagrados e a novíssima geração.  
Unanimidades nacionais e talentos quase anônimos 
cujo brilho ofusca mesmo em amostras tão limitadas.  
Todos comprometidos com a inexcedível beleza deste recanto 
construído, como no verso de Carlos Pena Filho,  
a partir do sonho dos homens."     


EDUARDO CAMPOS 
(Secretário da Fazenda 
e ex-Secretário de Governo) 

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Texto / orelha (2) da edição impressa 
da antologia POESIA VIVA DO RECIFE 
(Companhia Editora de Pernambuco - CEPE, 
Recife, PE, 1996) 




sábado, 14 de outubro de 2017

POESIA VIVA DO RECIFE : "A VOZ DA CIDADE", texto de Jorge Gomes









POESIA VIVA DO RECIFE 
(capa e orelha da edição impressa / 
CEPE, Recife, 1996) 




"Uma cidade se faz ouvir de muitas maneiras. Uma delas é o rumor 
constante, zumbido que se eterniza ao correr dos séculos, soma dos sons  
produzidos por milhões de pessoas, a nascer, viver, morrer. 
Outra é o que diz quem mora nela. 
Pela cidade fala cada um dos seus habitantes, e estas vozes 
devem ser ouvidas como afirmação de individualidades e como manifestação 
coletiva, música criada por imensa orquestra que nunca desafina. 
Ouçamos, por exemplo, a voz dos poetas do Recife. 
Neste volume é possível "ouvir" o que dizem 100 espécimes 
desta categoria especial de recifenses. 
Individualmente, falam dos seus sonhos e da relação 
nem sempre pacífica que mantêm com este canto do universo. 
Coletivamente, tecem a própria alma da cidade, tradução mágica 
do que sentimos todos nós.  
Estamos comemorando o 459o. aniversário do Recife. 
Não poderia haver hora mais indicada para editar um livro como este." 

JORGE GOMES 
(Vice-Governador 
e Secretário de Governo)


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Texto / orelha da edição impressa da antologia 
POESIA VIVA DO RECIFE 
(Companhia Editora de Pernambuco - CEPE, Recife, 1996) 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

POESIA VIVA DO RECIFE : Homenagem aos 480 Anos da Cidade






POESIA VIVA DO RECIFE 
(capa) 
 Companhia Editora de Pernambuco 
- CEPE / Secretaria do Governo / 
Governo do Estado de Pernambuco 
(Recife, 1996)




          Neste ano do 480o. aniversário de fundação do Recife, a Panamerica Nordestal Editora promoverá o lançamento da edição eletrônica (ebook) da antologia POESIA VIVA DO RECIFE, revista e aumentada, reunindo poemas publicados e inéditos de 250 poetas que "vivem, amam e eternizam a cidade".  O arquivo tem aproximadamente 620 páginas e a sua tiragem é ilimitada.   

          Desde novembro de 2011 até este mês de outubro 2017, mais de 55 poetas / poemas da antologia já foram divulgados em página especial da Agenda Cultural, publicação mensal da Fundação de Cultura Cidade do Recife / Secretaria de Cultura / Prefeitura do Recife, para relevar, durante o ano da edição, o aniversário da capital pernambucana.   

            A primeira edição da antologia POESIA VIVA DO RECIFE, impressa, foi realizada, em 1996, pela Companhia Editora de Pernambuco - CEPE / Secretaria do Governo / Governo do Estado de Pernambuco e reunia 100 poetas pernambucanos.    


          (Texto de Juareiz Correya) 



domingo, 16 de julho de 2017

POESIA VIVA DO RECIFE : "MARÉ" (fragmento), de Rodolfo Aureliano






Página (41) reproduzida 
da AGENDA CULTURAL 
DO RECIFE, julho 2017





"Águas barrentas  
Águas sangrentas  
Águas que trazem a secura do sertão  
Águas que trazem a visão do agreste  
Águas que trazem o pão de cada dia
Dos areeiros  
Águas que trazem a peste de cada dia 
Dos ribeiros  
Águas do rio Capibaribe..." 

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(Da antologia inédita POESIA VIVA DO RECIFE,  
organizada por Juareiz Correya) 



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RODOLFO AURELIANO - Recifense.  Poeta, compositor popular, 
jornalista. Formou-se em Engenharia na UNICAP, Recife, PE (1974). 
Viveu em Caruaru e Petrolina. É funcionário público municipal 
(Prefeitura de Olinda, PE). Poesia publicada : Estrela do Dia, Postal 
do Brasil. Participou da primeira edição da antologia Poesia 
Viva do Recife (CEPE, Recife, PE, 1996). 

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Acesse - AGENDA CULTURAL  : 
www.recife.pe.gov.br/agendacultural 
http://www.agendaculturaldorecife.blogspot.com