segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A CANÇÃO DA CIDADE AMADA, de Maria Pereira de Albuquerque




Durante o dia sou a mulher 
que não anda corre 
através das ruas  
driblando pivetes 
e carros. 

Durante o dia sou a mulher  
máquina  
que se desvia dos camelôs
 da Guarda Municipal  
não olha vitrines  
passa. 

Porém à noite  
solto os cabelos 
aos alíseos  
vôo rasante entre  
penhascos, escolhos  
e desato a alma.  

Ah, noite-Recife  
de sustos e graças ! 



(Da antologia POESIA VIVA DO RECIFE, 
organizada por Juareiz Correya) 





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Transcrito da AGENDA CULTURAL DO RECIFE 
(Outubro, 2013) 
- Prefeitura do Recife / Secretaria de Cultura /
 Fundação de Cultura  Cidade do Recife 
Acesse : Seção Literatura / Poesia Viva do Recife 
http://www.recife.pe.gov.br/agendacultural 
http://www.agendaculturaldorecife.blogspot.com