terça-feira, 18 de novembro de 2014

RECIFE, de Montez Magno








Esta claridade 
que mata e não ilumina. 
Este suor do tempo 
e o seu calor;  
a umidade presente 
escorrendo no corpo 
e a sua boca gritando 
fugindo dos apelos  
que rondam pela cidade; 
e esta cicatriz quase nua  
como um carimbo roto 
que não tem mais validade. 


(Da antologia POESIA VIVA DO RECIFE, 
organizada por Juareiz Correya) 




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MONTEZ MAGNO  - Nasceu em Timbaúba (PE) no ano de 1944. Poeta, pintor, 
contista, ensaísta. Exposições de arte realizadas no Brasil e no Exterior. Poesia 
publicada : Floemas, Narkosis, Dentro da Caixa/Cinza, Pequenos Sucessos, 
As Estações Visionárias, Diwan da Casa Forte.  Participou da primeira edição  
da antologia Poesia Viva do Recife (CEPE, Recife, 1996).   

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Transcrito da AGENDA CULTURAL DO RECIFE (Novembro 2014) 
- Prefeitura do Recife / Secretaria de Cultura / 
Fundação de Cultura Cidade do Recife 
(http://www.recife.pe.gov.br/agendacultural)