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HOMENAGEM AOS 483 ANOS DO RECIFE : "Alvorada na Boa Viagem", de Neilton Limeira F. de Lima

(Foto de Ricardo Junior  /  Guia Viagens Brasil)  No Oceano do seu silêncio  Vagando em noites perdidas  Um navegante descansa   Tendo você por dormida.                                                                  Desperta Boa Viagem  No Oceano do seu amanhecer  Pássaros saúdam sua presença  Dos coqueiros abraçando o sol   Revelando a beleza imensa.                                                                         Ilumina os edifícios  No Oceano do seu corpo  Escondido nos arrecifes   A mulher q...

HOMENAGEM AOS 483 ANOS DO RECIFE : "Descobrimento do Recife" (fragmento), de Maria de Lourdes Hortas

..................................................... Debruçada na cisterna das chuvas de ontem   convoquei sombras e lume  heróis e naves  saudade e ternura catedrais, hinos  atavismos, guitarras   heranças e destinos.  Todavia, no coagulado silêncio das águas pantanosas   me vi - forasteira por ruas alheias.   Chego, enfim, ao presente   reverso desta paisagem   lá onde estou  outra margem deste mar  águas se desdobrando em rios e mangues   e pedras se fazendo arrecifes.    (Transcrito do ebook inédito POESIA VIVA DO RECIFE, antologia organizada por Juareiz Correya) __________________________________________________________ MARIA DE LOURDES HORTAS - Nasceu em São Vicente  da Beira (Portugal).  Vive no Recife desde os 9 anos de idade.  Poetisa, ensaísta, contista e romancista. Exerceu, durante  vários anos, o cargo...

HOMENAGEM AOS 483 ANOS DO RECIFE : "Parolagem Coletiva", de Antonio Moreira Barros

Indiferente à clave nas camisetas   As garças dizem cantigas   Nas cabeceiras das pontes.  Ônibus articulados  Passam e movem sonhos  Heróis, bandeiras   Lembretes para a libertação.   Pela garganta do rio   Ainda escorrem palafitas   Esqueletos de anjos   Sofás  Caranguejos tremulam   Em inferno sem sentido.  Maré com cheiro de morte.  Capibaribe perdido !  (Transcrito do ebook inédito POESIA VIVA DO RECIFE,  antologia organizada por Juareiz Correya)  _________________________________________________  ANTONIO MOREIRA BARROS (FILHO)  - Recifense. Professor e poeta. Graduado em Letras  e Pós-Graduado em Literatura Brasileira.  Em 1990, teve seu nome inserido na Coletânea  Poemágica, com o texto "Prenúncio Moderno".   Publicou o livro Lira do Tempo (Ed...

"GRANANCIOSIDADE SÃO PAULO", poema visual de Léa Tereza Lopes

SONHO  MEDO  BELEZA  FOME   RUAS SAMPA  NEON  PRESSA  TÉDIO   INVEJA  ARTE  TRABALHO  LUXURIA  (Página do livro SE CATAR,  de Léa Tereza Lopes - Alexa Cultural,  Embu das Artes, SP, 2016)  ___________________________________________________________  LÉA TEREZA LOPES - Tem  64 anos. Mãe, avó, poetisa, artesã.  Pernambucana do Recife. Diplomada pela Alliance Française  em língua e letras. Leitora desde a infância,  tem fome leonina por livros.  Atuou ativamente no movimento poético do Recife, nos anos 70  do século passado, com a literatura "marginal", pela intenção  de democratizar a  poesia, emancipando os livros da tutela das editoras. Publicou 2 livros de poesia no Recife, participou de exposições  de arte em São Paulo e no Embu das Artes,  onde vive h...

"GOIÂNIA", DE GILBERTO MENDONÇA TELES

MONUMENTO ÀS TRÊS RAÇAS  ou  MONUMENTO À GOIÁNIA - GOIÁS   (www.curtamais.com.br)  1. Enquanto a capital era Goiás o Estado inteiro se perdia  no descampado de seu próprio nome.  Por trás da Serra Dourada,  o tempo cochilava na beira do rio   e o sol morria além.   De vez em quando alguém espiava  por cima da serra :  os horizontes se abriam nas distâncias do planalto,  o mundo perdia-se de vista  e o sol nascia além.    3.  De guaiá vem Goiás e, repetida,   a raiz de Goiânia que, por ora,  mantém a tradição que teve outrora  de "região de gente parecida".  De tudo parecido, pois agora  descubro o mesmo gosto na comida  (de pamonha e pequi) e na demora  da fala que me dá prazer à vida.     Hoje em Goiânia  mais e mais se expande  e já tem tudo de ...

POESIA VIVA DO RECIFE : "PONTE EM HAICAI", de Cloves Marques

Ponte da Boa Vista, Recife, - PE  (Foto : André Agostinho)  Na ponte vazia,  vai seguindo a solidão  de noite e de dia.    ................................................      Sombra pelo chão.  Na calçada, espera os pés   dos que vêm e vão.    ..........................................................   Ramalhete à ponte,  foram tantas travessias,  Que não há quem conte.    (Transcrito do ebook inédito POESIA VIVA DO RECIFE,  organizado por Juareiz Correya)  __________________________________________ CLOVES MARQUES nasceu em Delmiro Gouveia (AL) no ano de 1944.  Poeta, cronista  e engenheiro.  Reside no Recife  desde 1966 e faz parte da Academia de Letras e Artes  do Nordeste Brasileiro.  Publicou estes livros de poesia :  Pra não morrer de amor (1990), É ...

RUA DA AURORA, de Sinay Pessoa

Rua da Aurora, Boa Vista - Recife,   no Século 20 (Imagem do Museu da Cidade do Recife)  Quantas formigas, gente ?  Quantos grandes vermes.   Deles,  eu seria o mais somente   um bacurau assistente.  Enquanto as pessoas dormiam  no melhor sono solene   os gabirus faziam amor   festivamente.     Vasto rio em delírios   chorando pela tangente   estradas, prédios, parques   escolas, fábricas,  carros, lamas, lixos   política outrora destrói  a formosa Rua da Aurora.    _______________________________ Transcrito  do ebook  AS HORAS  (poemas & canções),  de Sinay Pessoa,  a ser lançado neste ano  pela Panamerica Nordestal Editora