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PANAMERICA LIVRARIA - LOJA NA INTERNET

AMERICANTO AMAR AMÉRICA - Poema em 4 Dimensões

  AMERICANTO AMAR AMÉRICA (Capa do ebook)  - Panamerica Nordestal Editora, 2013   O poema "Americanto Amar América", escrito em São Paulo - SP (1972), já publicado em 4 edições impressas (1975, 1982, 1993, 2010) e em uma edição digital (2013),  se projeta em "quarta dimensão" american tado   em show do cantor/compositor nordestino LUCIANO NUNES.  A partir deste ano de 2023, o show "AMERICANTO" será apresentado no Recife, Palmares (PE), Natal (RN), São Paulo e Santo André (SP). 

O CHANTECLER VÊ O RECIFE - Juareiz Correya

  (Fotografia de Vilna Serpa)  De portas abertas  O Chantecler vê o Recife.  A cidade tem outra dimensão  No quadro fotográfico...  Não é uma fotografia !  É uma paisagem  Dentro das cores do olhar.  (Recife - PE, novembro/2022)  _________________________________  Do livro inédito   "Amar Recife & Outras Cidades"

O SOL DO RECIFE, de Juareiz Correya

  Bairro do Recife Antigo  (Ilha do Recife, Marco Zero)  - Foto de Marcio Silva / iStock  O SOL DO RECIFE  O sol do Recife  Não é nascente  E não rima de tarde                                     poente.  O sol do Recife  Brilha além das manhãs tardes e noites   Para sempre.  Juareiz Correya  (Recife, 16/abril/2021) 

RECIFE, CAPITAL DA POESIA BRASILEIRA : "A Minha Terra Natal"

                                                                                                                                 ENTRADA DO PORTO DO RECIFE - PE Anônimo (fotografia de 1875) Instituto Moreira Salles /  Institut fur Landerkraude, Leibniz /  www.brasilianafotografica.bn.br/?=4622   A MINHA TERRA NATAL                                                  Jerônimo Vilela de Castro Tavares Das cidades do Brasil  É o Recife a mais bela...   ..................................................................

RECIFE, CAPITAL DA POESIA BRASILEIRA : "A um dos mais belos arrabaldes do Recife"

  PONTE DE LASSERRE (ATUAL PONTE DA CAPUNGA)  Villa Digital / Fundação Joaquim Nabuco  - Recife, PE  A UM DOS MAIS BELOS ARRABALDES DO RECIFE  (fragmentos)  João de Barros Falcão de Albuquerque Maranhão  Mimosa Capunga,   Risonha mansão,  Tu és o meu Nume,  O meu coração.  Espelham-se as ninfas  Na prata luzente   Do rio ditoso Na branda corrente.    Nas margens floridas  Impera a saudade,  Respira a inocência,  Ternura, amizade.   ................................................................ Dos ternos amantes És glória, esplendor,  Nos ares se cruzam  Suspiros de amor.  Tu és, Oh! Capunga !  O Éden das Graças.  Os mortais, os Numes  Encantas, enlaças.     (Transcrito da antologia O RECIFE PELA VOZ DOS POETAS,  organizada por Luiz do Nascimento  - Prefeitura Municipal do Recife / Secretaria de Educação e Cultura /  ...

RUA DA "LIVRO 7" (BOA VISTA, RECIFE), de Juareiz Correya

LIVRO 7 -   A loja  (Foto do blog "Angústia Criadora",  de Ney Anderson) Quando muitos destroem o País  Construímos uma rua...  Um lugar do Recife  Onde toda a cidade se encontra  E onde todas as cidades se encontram também  Com páginas impressas e digitais   Palavras inumeráveis de poesia&prosa Desenhos pinturas músicas cenas azuis   Um céu aberto de todas as cores   Inventando o sol e as estrelas   Dos dias e das noites mais humanas.     Rua construída de casas abertas  De gente amorosa de mãos e abraços fraternos   De sentimento do mundo em comunhão   Como orações de combate e paz   De Helder Hermilo Freires e Arraes.    (Recife /  domingo,  14 de junho 2020) 

RECIFE, CAPITAL DA POESIA BRASILEIRA

O RECIFE PELA VOZ DOS POETAS (capa), antologia organizada  por Luiz do Nascimento  (Prefeitura Municipal do Recife /  Secretaria de Educação e Cultura -  Recife,PE, 1977)  "Assim é o Recife. Uma cidade que tem sido motivo de criação poética há mais de quatro séculos. A poesia brasileira veio à luz em suas fronteiras. E por todo esse tempo o Recife tem iluminado a sensibilidade dos homens e das mulheres que nasceram nesta cidade, que para ela chegaram,  que por ela passaram.  Escrever sobre o Recife, cantar o Recife, faz parte da própria natureza humana brasileira, cujos homens que a representam literária e artisticamente, nas mais diferentes épocas, permanecem fiéis aos motivos e à grande força lírica desta cidade, dedicando-lhe, de alguma forma, um momento significativo de sua criação.   Por isso, orgulhosamente, a cidade do Recife pode ser chamada de "capital do lirismo brasileiro". E não tem sido outra a sua  vocação, porque...

HOMENAGEM AOS 483 ANOS DO RECIFE : "Alvorada na Boa Viagem", de Neilton Limeira F. de Lima

(Foto de Ricardo Junior  /  Guia Viagens Brasil)  No Oceano do seu silêncio  Vagando em noites perdidas  Um navegante descansa   Tendo você por dormida.                                                                  Desperta Boa Viagem  No Oceano do seu amanhecer  Pássaros saúdam sua presença  Dos coqueiros abraçando o sol   Revelando a beleza imensa.                                                                         Ilumina os edifícios  No Oceano do seu corpo  Escondido nos arrecifes   A mulher q...

HOMENAGEM AOS 483 ANOS DO RECIFE : "Descobrimento do Recife" (fragmento), de Maria de Lourdes Hortas

..................................................... Debruçada na cisterna das chuvas de ontem   convoquei sombras e lume  heróis e naves  saudade e ternura catedrais, hinos  atavismos, guitarras   heranças e destinos.  Todavia, no coagulado silêncio das águas pantanosas   me vi - forasteira por ruas alheias.   Chego, enfim, ao presente   reverso desta paisagem   lá onde estou  outra margem deste mar  águas se desdobrando em rios e mangues   e pedras se fazendo arrecifes.    (Transcrito do ebook inédito POESIA VIVA DO RECIFE, antologia organizada por Juareiz Correya) __________________________________________________________ MARIA DE LOURDES HORTAS - Nasceu em São Vicente  da Beira (Portugal).  Vive no Recife desde os 9 anos de idade.  Poetisa, ensaísta, contista e romancista. Exerceu, durante  vários anos, o cargo...

HOMENAGEM AOS 483 ANOS DO RECIFE : "Parolagem Coletiva", de Antonio Moreira Barros

Indiferente à clave nas camisetas   As garças dizem cantigas   Nas cabeceiras das pontes.  Ônibus articulados  Passam e movem sonhos  Heróis, bandeiras   Lembretes para a libertação.   Pela garganta do rio   Ainda escorrem palafitas   Esqueletos de anjos   Sofás  Caranguejos tremulam   Em inferno sem sentido.  Maré com cheiro de morte.  Capibaribe perdido !  (Transcrito do ebook inédito POESIA VIVA DO RECIFE,  antologia organizada por Juareiz Correya)  _________________________________________________  ANTONIO MOREIRA BARROS (FILHO)  - Recifense. Professor e poeta. Graduado em Letras  e Pós-Graduado em Literatura Brasileira.  Em 1990, teve seu nome inserido na Coletânea  Poemágica, com o texto "Prenúncio Moderno".   Publicou o livro Lira do Tempo (Ed...

"GRANANCIOSIDADE SÃO PAULO", poema visual de Léa Tereza Lopes

SONHO  MEDO  BELEZA  FOME   RUAS SAMPA  NEON  PRESSA  TÉDIO   INVEJA  ARTE  TRABALHO  LUXURIA  (Página do livro SE CATAR,  de Léa Tereza Lopes - Alexa Cultural,  Embu das Artes, SP, 2016)  ___________________________________________________________  LÉA TEREZA LOPES - Tem  64 anos. Mãe, avó, poetisa, artesã.  Pernambucana do Recife. Diplomada pela Alliance Française  em língua e letras. Leitora desde a infância,  tem fome leonina por livros.  Atuou ativamente no movimento poético do Recife, nos anos 70  do século passado, com a literatura "marginal", pela intenção  de democratizar a  poesia, emancipando os livros da tutela das editoras. Publicou 2 livros de poesia no Recife, participou de exposições  de arte em São Paulo e no Embu das Artes,  onde vive h...

"GOIÂNIA", DE GILBERTO MENDONÇA TELES

MONUMENTO ÀS TRÊS RAÇAS  ou  MONUMENTO À GOIÁNIA - GOIÁS   (www.curtamais.com.br)  1. Enquanto a capital era Goiás o Estado inteiro se perdia  no descampado de seu próprio nome.  Por trás da Serra Dourada,  o tempo cochilava na beira do rio   e o sol morria além.   De vez em quando alguém espiava  por cima da serra :  os horizontes se abriam nas distâncias do planalto,  o mundo perdia-se de vista  e o sol nascia além.    3.  De guaiá vem Goiás e, repetida,   a raiz de Goiânia que, por ora,  mantém a tradição que teve outrora  de "região de gente parecida".  De tudo parecido, pois agora  descubro o mesmo gosto na comida  (de pamonha e pequi) e na demora  da fala que me dá prazer à vida.     Hoje em Goiânia  mais e mais se expande  e já tem tudo de ...

POESIA VIVA DO RECIFE : "PONTE EM HAICAI", de Cloves Marques

Ponte da Boa Vista, Recife, - PE  (Foto : André Agostinho)  Na ponte vazia,  vai seguindo a solidão  de noite e de dia.    ................................................      Sombra pelo chão.  Na calçada, espera os pés   dos que vêm e vão.    ..........................................................   Ramalhete à ponte,  foram tantas travessias,  Que não há quem conte.    (Transcrito do ebook inédito POESIA VIVA DO RECIFE,  organizado por Juareiz Correya)  __________________________________________ CLOVES MARQUES nasceu em Delmiro Gouveia (AL) no ano de 1944.  Poeta, cronista  e engenheiro.  Reside no Recife  desde 1966 e faz parte da Academia de Letras e Artes  do Nordeste Brasileiro.  Publicou estes livros de poesia :  Pra não morrer de amor (1990), É ...

RUA DA AURORA, de Sinay Pessoa

Rua da Aurora, Boa Vista - Recife,   no Século 20 (Imagem do Museu da Cidade do Recife)  Quantas formigas, gente ?  Quantos grandes vermes.   Deles,  eu seria o mais somente   um bacurau assistente.  Enquanto as pessoas dormiam  no melhor sono solene   os gabirus faziam amor   festivamente.     Vasto rio em delírios   chorando pela tangente   estradas, prédios, parques   escolas, fábricas,  carros, lamas, lixos   política outrora destrói  a formosa Rua da Aurora.    _______________________________ Transcrito  do ebook  AS HORAS  (poemas & canções),  de Sinay Pessoa,  a ser lançado neste ano  pela Panamerica Nordestal Editora  

POESIA VIVA DE NATAL : "A Igreja do Rosário", de Luís Carlos Guimarães

IGREJA DO ROSÁRIO   (Cidade Alta, Natal, RN)  Quem a vê à distância  (de certo recanto natal),  não a concebe terrestre,  no mesmo plano das casas.     Pois construída na altura,  a velha igreja do Rosário  é nave ancorada no ar  - arquitetura de anjos     debruçada sobre o rio.    (Transcrito da antologia  POESIA VIVA DE NATAL,  organizada por Manoel Onofre Jr.)   ________________________________________________________ LUIZ CARLOS GUIMARÃES nasceu em Currais  Novos (RN), no ano de 1934.  Ainda jovem se mudou para Natal. Juiz de Direito e professor da UFRN, já aposentado, se dedicou  exclusivamente  às atividades literárias.  Publicou estes livros de poesia : O Aprendiz e a Canção (1961),   As Cores do Dia (1965), Ponto de  Fuga (1979), O Sal da Palavra   (19...

POESIA VIVA DO RECIFE: "ABISMOS", de Marcelo Mário de Melo

Recife - Ponte Duarte Coelho (Boa Vista).  Escultura do poeta popular Capiba  R ecife, povo e poesia  E ntre deleite e batalha   C arnaval rios e pontes          I nfância fome e mortalha     F ibras de dor e alegria         E  vidas tecendo a malha.      Em palácios e casebres        Fervem luxo e sobrevida       Íntimos e amalgamados       Como o vírus e a ferida       E a poesia luz e sombra       Reflete o palco da vida.  (Transcrito do livro  OS COLARES E AS CONTAS,  de Marcelo Mário de Melo  - Recife, PE, 2012)  ____________________________________________________ MARCELO MÁRIO DE MELO nasceu em Caruaru  (PE), no ano de 1944. É jornalista, poeta, contista  e autor de textos de ...

POESIA VIVA DE PORTO ALEGRE : "Porto Alegre, roteiro da paixão", de Luiz de Miranda

PORTO ALEGRE,  ROTEIRO DA PAIXÃO (capa da 2a. edição) -  Luiz de Miranda  (Porto Alegre, RS, 2007)  I  Porto Alegre Porto Alegre   alegria  pra nós que precisamos   nós que somos mais tristes   que alegres  e vivemos esse tempo                                  essa morte  esse pássaro de febre  II  A paixão mora  dentro do coração  alucinado  Vamos, cidade, vamos   mais rápida   que a sombra do ar   vamos num pé de vento  mais secreto que o pensamento   Vamos, cidade, vamos  à aurora de todas as idades  como se não existisse o tempo  dormindo no fundo das coisas   Vamos, cidade, vamos  me leva em teus barcos de rio  às corrente de alé...

POESIA VIVA DE SÃO PAULO : "São Paulo - Ontem / Hoje", de Caio Porfírio Carneiro

"São Paulo dos Viadutos..."  (Fotografia de Cecília Bastos /  USP Imagens)  São Paulo dos meus amores...  - De onde o chamado lírico ?  Pauliceia desvairada...  - De onde a perplexidade ?  São Paulo dos viadutos...  De onde a quase canção ?  Debruçado ao parapeito  O formigueiro no chão  Olhos na perfilada flores  De prédios parados silentes  Eu me perco em devaneios  O pombo pinça farelos  Na palma da minha mão Eu me vejo no passado  Longe os dias perdidos   Na São Paulo pulsante   Enregelada de frio  Agasalhados de garoa  E esta São Paulo ante meus olhos   E o pombo que não vem  E os farelos dispersos  E os prédios enegrecidos  No sarcófago da fuligem  Do passado e do presente  Da São Paulo tiritante   A São Paulo sufocante   Bailam-me no tempo e no e...

POESIA VIVA DO RECIFE : "ARRECIFES", de Tereza Tenório

Tereza Tenório, advogada e poetisa  recifense de projeção internacional. Sob as chamas do sol nascente  o espelho das águas reflete                                                                                   os signos das estações  A correnteza sorve o lodo das marés   baronesas   e líquidos corpos de mães-d´água  enlaçados aos pescadores de pérolas  enquanto peixes e medusas navegam até alto mar  com o ardor dos amores contrariados Cargueiros das Ilhas Gregas desembarcam  hígidos marinheiros que se apaixonam pela Cidade  e morrem de comer as amuradas das pontes  até que                           ...